Crise respiratória não consulta a agenda de ninguém: chega na madrugada, no ônibus, no meio de uma viagem. Esta lista reúne nebulizadores portáteis que cabem na bolsa, funcionam com pilha ou bateria e dispensam tomada, para quem convive com asma, bronquite, rinite ou sinusite.
A seleção olhou para aparelhos de mão vendidos hoje no varejo brasileiro, com nota fiscal e garantia. Contaram a tecnologia de nebulização e o tamanho da partícula, a taxa em mililitros por minuto, o peso, a autonomia com pilha ou com carga, o ruído, o que vem na caixa (máscaras, bocal, bolsa), a facilidade de limpar a malha e o preço praticado em farmácias e marketplaces. Ficaram de fora os inaladores de compressor de mesa, que resolvem bem em casa, mas não viajam.
A ordem das posições não é decisão da redação: quem move os nebulizadores portáteis para cima ou para baixo é o voto de quem já usou. Nas fichas estão os prós, os contras e os relatos dos leitores. Vale ler os dois lados antes de decidir e conversar com o médico sobre o medicamento indicado.
A Omron vende no Brasil o MicroAir NE-U100-BR, um nebulizador de malha vibratória que cabe na palma da mão. A taxa de nebulização é de 0,25 ml/min e as partículas ficam em torno de 5 µm, tamanho pensado para alcançar as vias inferiores. Roda com duas pilhas alcalinas AA e entrega perto de quatro horas de uso, sem fio, sem compressor e sem tomada. Como a malha fica no alto do reservatório, dá para nebulizar inclinado ou com a criança no colo, e sobra pouco medicamento no copo.
É o tipo de aparelho para quem viaja, trabalha fora e precisa levar o tratamento junto. Quem faz sessões longas com volumes maiores vai achar a vazão lenta, e o preço, dos mais altos da categoria, pesa na comparação com os nacionais. A malha pede enxágue e secagem depois de cada uso: descuido ali derruba a névoa em poucas semanas.
O NEBMESH 2 é o portátil mais visto nas farmácias brasileiras, e não por acaso: pesa 107 g, tem 9,4 cm de altura e funciona com ruído praticamente nulo. A rede vibratória aceita corticoides e soro fisiológico, gera névoa finíssima e permite inalar em vários ângulos, inclusive deitado. A alimentação é por pilhas, com autonomia perto de 2,5 horas, ou por cabo USB. Na caixa vêm duas máscaras macias, adulto e infantil, além de bolsa de transporte.
Boa escolha para família com criança pequena, quando o roncar do compressor atrapalha o sono. Quem esperava bateria interna vai se decepcionar, e o cabo USB nem sempre acompanha o produto, detalhe que muda o preço final. A malha precisa de limpeza disciplinada, sob pena de a névoa ficar fraca antes da hora.
Versão anterior da linha mesh da G-Tech, o Nebmesh 1 continua circulando no varejo online por um preço bem menor que o do sucessor. Funciona com duas pilhas AA, rende até quatro horas de nebulização e mantém o silêncio característico da rede vibratória: nada de motor, nada de mangueira. Compacto e leve, opera em diferentes posições e acompanha máscara para adulto e para criança.
Serve a quem quer o essencial e não faz questão de bateria recarregável nem de painel. A oferta é irregular, os anúncios variam de vendedor para vendedor e vale conferir procedência e garantia antes de fechar. Reposição de malha e de acessórios é mais difícil que a do modelo novo, o que encurta a vida útil do aparelho.
O Air Mesh Colors MD4600 é o portátil da Medicate e chama atenção por ser produzido no Brasil, coisa rara nesta categoria. Traz bateria interna recarregável por cabo USB, reservatório com capacidade de até 10 ml, desligamento automático por tempo e sistema de limpeza integrado, que dispensa copinho descartável. Nebuliza em qualquer posição, inclusive com o paciente deitado, e sai em versões coloridas voltadas ao público infantil.
Indicado para quem faz inalação diária e prefere assistência técnica dentro do país. O preço nas farmácias costuma passar dos R$ 300, bem acima dos mesh de entrada. Também é um pouco maior que os mini nebulizadores: quem quer algo para o bolso da camisa deve olhar outro modelo.
O Aero Care da Relaxmedic, código RM-IP7777A, pesa 102 g e mede cerca de 10 cm de altura, com bateria recarregável e três bicos na caixa: máscara adulta, máscara infantil e bocal. A malha vibratória trabalha na casa dos 50 dB, ruído de conversa baixa, e o aparelho permite regular a intensidade da névoa, recurso que falta em boa parte dos concorrentes da mesma faixa de preço. Tem desligamento automático aos 10 minutos, garantia de um ano e registro junto à Anvisa.
Combina com quem quer preço camarada sem abrir mão de controle sobre a nebulização. O acabamento é plástico simples e o corte automático obriga a religar o aparelho em sessões mais longas. Medicamentos oleosos e soluções espessas castigam a malha, como acontece em todo mesh.
O Mini Aero Care, código RM-IP7222A, é a aposta da Relaxmedic no formato mãos livres: um bloco de 7,2 x 6,7 x 5 cm que se encaixa direto na máscara e libera as mãos de quem segura a criança. Pesa 112 g, carrega por cabo USB e trabalha com taxa de nebulização entre 0,15 e 0,90 ml/min, faixa ampla para um aparelho desse tamanho. O funcionamento silencioso ajuda na inalação noturna, sem acordar a casa inteira.
É prático para pais, para idosos com pouca força nas mãos e para quem faz inalação no trabalho. O reservatório curto obriga a reabastecer em tratamentos demorados, e não há painel nem seleção de modos: liga, desliga e pronto. Antes de comprar, vale conferir o rosto da criança, porque a máscara é generosa para bebês.
O Air Mask HC221 foi anunciado pela Multi Saúde como o primeiro inalador mesh recarregável vendido no Brasil. Cabe na palma da mão, recarrega por cabo USB e dispensa pilha, o que resolve o incômodo de ficar sem energia bem no meio da crise. A malha vibratória produz névoa leve, que não escorre pelo rosto, e aceita soro fisiológico e os medicamentos inaláveis mais comuns. Acompanha máscara adulta e máscara infantil.
Atende quem quer algo simples e barato para levar na mochila ou deixar na bolsa da escola. Ronda os R$ 180 no varejo, faixa intermediária da categoria. Peças de reposição, sobretudo a malha, não são fáceis de achar, e a autonomia obriga a recarregar com frequência em uso diário.
O Easy Air HC215 é o portátil de entrada da Multi Saúde: rede vibratória, corpo pequeno e um único botão de operação, sem menu nem seleção de modo. A malha gera partículas menores que as dos inaladores de compressor, o que encurta a sessão e aproveita melhor o soro ou o medicamento. Funciona sem fio, em qualquer posição, sem derramar o líquido do reservatório, e serve tanto para adulto quanto para criança.
É a opção de quem inala de vez em quando, numa gripe ou numa crise de rinite, e não quer gastar muito. Falta controle de intensidade da névoa e o reservatório é modesto, detalhes que incomodam em tratamentos longos. Acessórios extras costumam ser vendidos à parte.
A Incoterm, conhecida no Brasil por termômetros e medidores de pressão, assina o NB1100 Mesh, portátil de malha vibratória que chega com kit completo: duas máscaras, bocal, câmara de nebulização e adaptador de 5 V. Funciona com pilhas ou ligado à fonte, arranjo útil para quem não quer depender só de bateria. Sem compressor, o barulho é baixo, e o aparelho tem notificação junto à Anvisa.
Fica no meio-termo entre o mini mesh de bolso e o nebulizador de mesa, e agrada a quem usa o aparelho em casa mas quer poder levá-lo na mala. O corpo é maior que o dos concorrentes minúsculos e a fonte é daquelas que somem na primeira gaveta. Não tem bateria interna, o que limita o uso na rua.
O Mesh 7002 da Dellamed é dos mais leves do grupo: cerca de 70 g e 11 cm de altura, formato de lanterna, com bateria de lítio recarregável por cabo USB. A membrana microperfurada fica no topo do reservatório, o que permite inalar com o paciente deitado, situação comum com bebê dormindo ou idoso acamado. O funcionamento é silencioso e o kit atende adulto e criança.
O apelo aqui é o custo: costuma sair abaixo da média da categoria, o que faz dele um bom primeiro aparelho. Em compensação o reservatório é pequeno, a névoa é mais discreta que a dos modelos com controle de intensidade e o suporte da marca é pouco divulgado. Enxaguar a malha depois de cada uso é obrigação, não recomendação.