Fotógrafo profissional perde duas coisas quando um HD falha: o trabalho do cliente e a reputação. Este ranking reúne serviços de backup em nuvem para fotógrafos que aguentam bibliotecas de RAW, vídeos de casamento e arquivos de ensaios antigos sem virar dor de cabeça no meio da entrega.
A seleção olhou o que pesa no bolso e na rotina: preço real por terabyte, cobrança em reais ou em dólar, se há limite de tráfego, quanto tempo o serviço guarda versões e arquivos apagados, se existe envio de disco físico para a primeira carga, se o cliente de desktop dá conta de HDs externos e NAS, e como cada plataforma lida com originais RAW em vez de apenas JPEG comprimido. Também entraram na conta a facilidade de restaurar um único arquivo às pressas e o tipo de criptografia usada.
As posições não são compradas: quem sobe e quem desce é decidido pelos votos da comunidade. Nas fichas vale ler os prós, os contras e os comentários de quem já usa há anos, porque o defeito que incomoda um estúdio de casamento pode ser irrelevante para quem fotografa produto.
No ar desde 2007, a Backblaze ficou conhecida por dois produtos bem distintos. O Computer Backup cobra US$ 9 por mês (ou US$ 99 por ano) e faz backup ilimitado de um computador, incluindo os HDs externos ligados a ele, sem teto de tamanho de arquivo. O B2 Cloud Storage é o outro caminho: armazenamento cobrado por uso, US$ 6 por TB ao mês, compatível com S3 e usado por quem prefere montar o backup com Arq, Duplicati ou o app do NAS. Em caso de perda grande, a empresa envia um disco com a restauração pelo correio, com devolução do valor se o disco voltar.
Serve bem ao fotógrafo que trabalha em uma máquina só e acumula terabytes em gavetas de HD externo. Quem guarda o acervo em NAS precisa do B2, porque o plano ilimitado não cobre servidores de rede. Detalhe importante: o HD externo tem de ser reconectado ao menos uma vez por mês, senão os arquivos saem do backup.
A proposta do IDrive é cobrar por espaço e não por máquina: uma assinatura cobre notebook, desktop, celular e até servidores, todos dentro da mesma cota. Os planos pessoais partem de 5 TB e chegam a 100 TB nas versões de equipe, com desconto forte no primeiro ano e renovação no valor cheio. O serviço mantém até trinta versões de cada arquivo, faz backup incremental por blocos e oferece o IDrive Express, em que um disco é enviado pelo correio para a carga inicial ou para a restauração completa.
É a escolha lógica para o estúdio que tem duas ou três estações de edição e um NAS, tudo protegido por um único contrato. Em contrapartida, a interface tem cara de software de dez anos atrás, e o segundo ano de assinatura costuma surpreender quem só olhou o preço promocional. Suporte é em inglês.
Empresa suíça em operação desde 2013, o pCloud é lembrado principalmente pelos planos vitalícios: paga-se uma vez por 500 GB, 2 TB ou 10 TB e o espaço fica vinculado à conta, sem mensalidade. Há também assinaturas anuais e 10 GB de graça. O pCloud Drive monta a nuvem como uma unidade virtual no sistema, então a pasta de originais pode ficar acessível no Lightroom sem ocupar o SSD. Na criação da conta é possível escolher se os dados ficam na Europa ou nos Estados Unidos, e o site tem versão em português.
Funciona bem como arquivo morto de ensaios entregues, aquele material que precisa existir por anos e é consultado de vez em quando. Quem procura backup agendado com relatórios e retenção longa vai achar a ferramenta simples. A criptografia de conhecimento zero, o pCloud Crypto, é cobrada separadamente.
A Wasabi vende armazenamento de objetos compatível com S3 a um preço único por terabyte, na casa de US$ 7 ao mês, sem cobrar tráfego de saída nem por requisição. Isso muda a conta de quem baixa muito: restaurar um casamento inteiro não gera fatura extra, ao contrário do que acontece nos grandes provedores. Existem duas letras miúdas: a cobrança mínima equivale a 1 TB por mês e cada arquivo é faturado por pelo menos 90 dias, mesmo se apagado antes.
Não há aplicativo de backup próprio. O fotógrafo conecta a Wasabi por Arq, Duplicati, Hyper Backup da Synology ou ChronoSync, o que exige meia hora de configuração e chaves de acesso. Para acervo que só cresce e raramente é apagado, sai barato e previsível. Para quem troca arquivos de lugar toda semana, a regra dos 90 dias atrapalha.
É a opção mais direta para quem já vive dentro do Google Fotos e do Drive: a cota é compartilhada entre os dois serviços e o Gmail. No Brasil, os preços ficam em R$ 9,99 por mês nos 100 GB, R$ 14,99 nos 200 GB e R$ 49,99 nos 2 TB, com desconto no plano anual de R$ 499,90, tudo em reais e sem cartão internacional. O espaço pode ser dividido com até cinco familiares, e o app do celular sobe as fotos automaticamente assim que chega ao wi-fi.
Para o fotógrafo, o valor está na conveniência e no pagamento local, não no tratamento de RAW: o Google Fotos exibe os arquivos, mas não edita nem organiza como um catálogo. A saída é jogar os originais no Drive como pasta comum. Acima de 2 TB o preço por terabyte deixa de ser competitivo frente ao armazenamento de objetos.
O Dropbox continua sendo o caminho mais curto para entregar arquivo pesado a cliente e a agência. O plano Plus oferece 2 TB e o Professional chega a 3 TB, na faixa de US$ 17 mensais quando pago no anual. A sincronização por blocos envia só a parte alterada do arquivo, o que ajuda em PSD e TIFF grandes, e a sincronização inteligente deixa pastas visíveis no Explorer sem baixar nada. O Professional guarda 180 dias de histórico de versões e inclui o Transfer, que envia até 100 GB por link com aviso de download.
Vale pelo fluxo de trabalho com terceiros: retoque terceirizado, aprovação de cliente, envio de material para gráfica. Como depósito de arquivo morto é caro por terabyte, e não existe degrau intermediário entre os 3 TB individuais e os planos de equipe.
O plano de Fotografia junta Lightroom, Photoshop e 1 TB de nuvem, cobrado em reais no site brasileiro da Adobe. O ponto forte não é o preço do terabyte, é o catálogo: no Lightroom (versão em nuvem), os originais RAW ficam nos servidores da Adobe e aparecem editados no celular, no navegador e no desktop, com as revelações sincronizadas. Há opção de ampliar o espaço para 2 TB, 5 TB ou 10 TB por valor adicional.
Quem usa o Lightroom Classic precisa entender a diferença: ele sincroniza pré-visualizações inteligentes, não os arquivos originais, ou seja, não substitui um backup de verdade. O plano também não guarda versões antigas de arquivos apagados por muito tempo, e o acervo depende da assinatura ativa. Faz sentido como camada de trabalho, com um segundo backup independente ao lado.
Serviço neozelandês que virou popular no Brasil pelos 20 GB gratuitos e pela criptografia ponta a ponta ligada por padrão: os arquivos são cifrados no computador antes de subir, e a empresa não tem a chave. Os planos pagos vão de 2 TB a 16 TB, com cota de transferência proporcional ao plano, e o aplicativo de desktop faz sincronização de pastas e backup em mão única, útil para espelhar a pasta de entregas.
A privacidade cobra um preço: perder a chave de recuperação significa perder o acervo, sem atendimento capaz de reverter. A interface é em português e o pagamento aceita cartão, mas os valores são em euros. Serve bem para material sensível e para transferências grandes a clientes; para arquivo de 20 TB ou mais, o custo fica acima do armazenamento de objetos.
Plataforma americana no ar desde 2002, mantida por uma empresa familiar e voltada exclusivamente a fotógrafos. Reúne site, galerias privadas, venda de impressões e armazenamento ilimitado de JPEG nos planos pagos, que começam na faixa de US$ 25 mensais e ficam mais baratos no anual. O backup de originais é um complemento à parte: 1 TB de RAW por cerca de US$ 10 ao mês, com US$ 6 por terabyte adicional. O plugin de publicação do Lightroom envia as galerias direto do catálogo.
Interessa a quem quer resolver portfólio, entrega ao cliente e cópia de segurança no mesmo lugar. Não é um cliente de backup que varre o disco sozinho, e a loja de impressões trabalha com laboratórios nos Estados Unidos, o que limita a venda de produtos físicos para o público brasileiro.
Plataforma brasileira criada para fotógrafos, com galerias de seleção e entrega (Proof), site de portfólio (Prosite), CRM e editor de álbuns, tudo em português e com cobrança em reais. Existe plano gratuito com limite de espaço e galerias em alta resolução, o que serve para testar o fluxo antes de assinar. Como as fotos entregues ficam hospedadas na nuvem da empresa, o material recente do estúdio ganha uma cópia fora do computador, além do link que o cliente acessa por senha.
O ponto a deixar claro: o foco é entrega e venda, não arquivamento de RAW. Não há agente que monitore pastas do disco nem histórico de versões, e o espaço varia conforme o plano. Faz sentido como camada de acesso ao trabalho finalizado, com backup dedicado cuidando dos originais e dos projetos abertos.